Centro de Estudos Ibéricos mantém aposta na cooperação entre Guarda, Coimbra e Salamanca
O Centro de Estudos Ibéricos (CEI) celebra em 2025 os 25 anos da sua fundação pela Câmara Municipal da Guarda, Universidade de Coimbra e Universidade de Salamanca (Espanha), em 27 de novembro de 2000.
A instituição, sediada na Guarda, divulgou hoje o plano de atividades para este ano de aniversário, que inclui “iniciativas tendo sempre por base a cooperação territorial e o reforço do eixo científico e cultural que une a Guarda às cidades de Coimbra e Salamanca”, realça o CEI em comunicado enviado à agência Lusa.
Entre as iniciativas agendadas, destaque para a 21.ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, cujas candidaturas decorrem até 21 de março. Continua também o Curso de Verão do CEI, este ano subordinado ao tema “Dinâmicas territoriais em tempos de incerteza”, iniciativa que vai realizar-se entre Coimbra, Guarda e Salamanca de 24 a 28 de junho.
Já a sétima edição do Prémio CEI – Investigação, Inovação e Território volta a apoiar seis trabalhos académicos ou projetos (no valor de 1.500 euros cada) em áreas ligadas à coesão, cooperação e competitividade dos territórios fronteiriços. As candidaturas decorrem até 16 de maio.
O CEI vai também organizar a 14.ª edição do concurso de fotografia “Transversalidades”, cuja fase de candidaturas termina a 21 de abril, e o VIII encontro “Imagem & Território”, que decorre de 24 a 26 de outubro.
O plano de atividades do Centro de Estudos Ibéricos contempla ainda iniciativas formativas dirigidas a investigadores, professores e educadores, creditadas pelo Instituto Politécnico da Guarda (CCPFC), e várias edições.
As comemorações dos 25 anos do CEI terão lugar no mês de novembro e serão “apresentadas oportunamente”.
Com as atividades agendadas, o CEI pretende afirmar-se como “plataforma de difusão de conhecimento ao reiterar a aposta na articulação de redes de investigação, na valorização da aprendizagem e no esbatimento de barreiras enquanto dimensões críticas para promover a equidade social e a coesão territorial”.
O Centro de Estudos Ibéricos resulta de um desafio lançado pelo ensaísta Eduardo Lourenço, na sessão solene dos 800 anos do foral da Guarda, em 27 de novembro de 1999.
A instituição foi formalizada no ano seguinte entre a Câmara Municipal da Guarda, a Universidade de Coimbra e a Universidade de Salamanca.