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Montenegro diz não ser suspeito de nada e acusa oposição e falta de argumentos

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, tem defendido que uma eventual vitória do PSD nas legislativas antecipadas de 18 de maio significaria manter a instabilidade em Portugal

O primeiro-ministro afirmou hoje que não é “suspeito de nada” na sua vida profissional e patrimonial e acusou de falta de argumentos quem se agarrar a “denúncias anónimas e não comprovadas” para fazer combate político.

No final da reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), Luís Montenegro foi questionado se conseguirá falar destes temas na campanha, quando quase todos a oposição o ataca sobre a sua vida empresarial.

“Eu estou empenhado em dar às portuguesas e aos portugueses soluções para os seus problemas. Eu não tenho nenhuma questão, eu não sou suspeito de nada relativamente à minha vida profissional e patrimonial”, afirmou, defendendo que tem sido “alvo de muitas denúncias anónimas não comprovadas”.

“Aqueles que se agarram a isso para me fazer o combate político mostram que têm poucos argumentos”, acusou, sem responder a mais perguntas da comunicação social.

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, tem defendido que uma eventual vitória do PSD nas legislativas antecipadas de 18 de maio significaria manter a instabilidade em Portugal, alegando que o país teria um primeiro-ministro "permanentemente ensombrado" por suspeitas.

“A ética é uma dimensão importante, mas a dimensão da estabilidade também. Se, no limite, Luís Montenegro vencesse as eleições, nós teríamos um primeiro-ministro permanentemente ensombrado por suspeitas e por dúvidas e portanto a instabilidade manter-se-ia em Portugal”, afirmou Pedro Nuno Santos aos jornalistas na sexta-feira à margem de uma visita à Futurália, em Lisboa.

As eleições antecipadas foram anunciadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em 13 de março, dois dias depois de o parlamento chumbar uma moção de confiança ao Governo e que ditou a demissão do Governo PSD/CDS-PP.

Essa moção foi anunciada pelo primeiro-ministro a 05 de março e justificada com a necessidade de “clarificação política” depois de semanas de dúvidas sobre a vida patrimonial e pessoal de Luís Montenegro e a empresa familiar Spinumviva, que motivaram duas moções de censura ao Governo, de Chega e PCP, ambas rejeitadas, e o anúncio do PS de que iria apresentar uma comissão de inquérito ao caso.

Março 31, 2025 . 19:26

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