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História e resiliência nos 139 anos dos Bombeiros Voluntários de Viseu

Veja as fotos das celebrações que continuaram este domingo, com um desfile pela cidade e uma sessão solene no quartel dos bombeiros em Rio de Loba.

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viseu celebrou, ‘com pompa e circunstância’, o seu 139.º aniversário. Dezenas de bombeiros fardados a rigor desfilaram com orgulho pelas ruas de Viseu, acompanhados pela fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Mangualde, que manteve a tradição de abrilhantar as cerimónias da corporação.

Depois de percorridas algumas artérias da cidade, as celebrações prosseguiram no quartel em Rio de Loba, onde decorreu uma sessão solene com vários discursos e condecorações.

Numa cerimónia que contou com a presença de várias individualidades, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Viseu, João Leal, destacou os 139 anos de uma associação que funciona “de pessoas e para pessoas", realçando que são os operacionais “que têm a coragem de agir e que transformam dificuldades em superações”. Adiantou ainda alguns dados estatísticos, sublinhando que a corporação realizou, em 2024, “mais de 8 mil ocorrências, transportando mais de 12 mil pessoas e percorrendo cerca de meio milhão de quilómetros”, atribuindo todo este trabalho ao esforço dos bombeiros, dos quais tem “muito orgulho de ser comandante”.

Chamado igualmente a discursar, o comandante Vítor Machado, representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, celebrou e aplaudiu a associação, mas reforçou a necessidade de mais apoio estatal a estas instituições, afirmando que não têm recebido o devido reconhecimento. Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, sublinhou a importância de equilibrar as finanças dos bombeiros, aproveitando o embalo para anunciar um apoio financeiro inédito à corporação. O subsídio fixo, cujo acordo foi assinado em plena sessão solene, atinge os 60 mil euros, um aumento de 10 mil euros em relação a 2024, sendo que o valor real será “substancialmente maior”, dado que exclui outras atividades internas e externas desenvolvidas pelos bombeiros. “É com todo o gosto que o fazemos, para mostrar a nossa gratidão a esta vossa missão que é infindável”, vincou o autarca.

Já João Caiado, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viseu, frisou que a instituição tem sido um “pilar essencial na proteção e segurança da comunidade”, contando atualmente com mais de 170 elementos, entre bombeiros do corpo ativo, infantes, cadetes, estagiários e quadros de honra. “O aumento do número de recrutas, com 30 novas inscrições, demonstra o prestígio da instituição, o respeito que se tem por esta associação”, referiu.

Foi também por um “antigo colega” que se ouviram felicitações. O comandante João Cardoso, representante da Proteção Civil e 2.º Comandante Sub Regional Viseu Dão Lafões, “que já foi e continua a ser bombeiro da casa”, congratulou o trabalho desenvolvido pela corporação e destacou a importância do apoio das famílias dos operacionais. "Muitas vezes o trabalho dos bombeiros não é visível, mas é sempre notório", afirmou.

Além dos discursos, a sessão solene foi igualmente marcada por momentos simbólicos.

Durante o encontro, foram atribuídas distinções honoríficas, com a entrega de recordações a 12 sócios com 50 anos de associados e de medalhas de assiduidade da Liga dos Bombeiros Portugueses pelos serviços prestados, que reconheceu bombeiros da corporação com 10 anos de serviço (medalha de prata), 15 e 20 anos de serviço (medalha de ouro) e 25 anos com a distinção de dedicação, também com a medalha dourada.

A terminar, houve ainda tempo de serem batizadas duas novas viaturas de transporte de utentes, uma delas para doentes não urgentes, que foram oferecidas pelas empresas Floponor e Stellantis e benzidas pelo padre Marcelino Pereira.

Março 31, 2025 . 08:41

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