
Negociação termina com prorrogação do contrato e pacote de investimentos
É a água mais cara do país. Diz quem paga a conta no final do mês, numa realidade reconhecida pelos próprios municípios de Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão, Tábua e Tondela. Mas poderá ficar abaixo da média nacional já a partir de junho.
A negociação entre a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão e a concessionária Águas do Planalto termina assim com uma mão cheia de boas notícias para os consumidores. Para os domésticos (famílias), que acabam por sentir a maior descida. Mas também as IPSS, as famílias carenciadas e as numerosas, as autarquias (câmaras e juntas) e os não domésticos (embora em menor escala).
Numa negociação que contempla a prorrogação do contrato de concessão, outorgado em 1997, até 2039. Mas nem só os tarifários foram negociados. Naquele que foi considerado por todos os intervenientes “um dia histórico”, realça-se a aprovação de um pacote de investimentos que, passando de 100 mil para 500 mil euros anuais, atinge os 7,5 milhões de euros durante o período vigente do atual aditamento.
A visão final do 2.º aditamento, que recebeu todos os pareceres favoráveis das entidades ligadas ao setor, foi aprovado pelos órgãos autárquicos de cada município. “O documento carece agora da aprovação em assembleia intermunicipal da Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, tendo ainda prevista a outorga pela concessionária e subsequente a submissão ao Tribunal de Contas”, como explicou Leonel Gouveia, presidente da AMRPB.
Presentes na conferência de imprensa, na sede da associação, em Tondela, os cinco autarcas explicaram as ‘virtudes’ destas negociações que significam, hoje, “um ato de justiça social”.