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Câmara da Guarda investe 980 mil euros na melhoria das acessibilidades à estação ferroviária
A Câmara da Guarda consignou hoje a primeira fase da empreitada de requalificação dos acessos ao terminal rodoferroviário da cidade, no valor de 980 mil euros mais IVA.
A obra vai desenvolver-se em parte do Bairro da Sequeira e no Bairro de Nª Sra. de Fátima e “impunha-se há décadas”, sendo “um compromisso com a segurança, a mobilidade e a melhoria da qualidade de vida dos residentes nesta zona da cidade”, disse o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, durante a cerimónia de assinatura do auto de consignação dos trabalhos.
Com um prazo de execução de 365 dias, a empreitada foi adjudicada à empresa Biosfera e vai contemplar a melhoria da rede viária, a substituição das infraestruturas enterradas e o arranjo urbanístico numa extensão de 674 metros.
“Vai também permitir preparar esta zona para o futuro, em que se prevê o aumento do trânsito fruto da instalação do Porto Seco no terminal rodoferroviário – esperemos é que a obra fique concluída até ao final deste ano – e da futura variante da Sequeira, que está a ser projetada pela Infraestruturas de Portugal”, disse Sérgio Costa.
O autarca adiantou que já existe um estudo sobre a fluidez do trânsito pesado que vai passar pela zona, que “é o trajeto mais curto entre a estação ferroviária e as autoestradas e estradas nacionais que servem a Guarda”.
Parte desta empreitada vai ser comparticipada pela Infraestruturas de Portugal (IP), no âmbito de protocolo de cooperação financeira a celebrar com a autarquia.
Segundo o despacho do ministro adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e do secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Gonçalves Pereira Brandão de Brito, publicado na quarta-feira no Diário da República, a comparticipação a assumir pela IP será de 75 por cento do valor do contrato da empreitada, “até ao montante máximo de 750.000 mil euros”.
“É um acordo que andamos a trabalhar de há três anos a esta parte porque foi firmado em 2018 e, até agora, não havia esse compromisso. Por isso é que avançámos com as obras, porque queremos acreditar que o Estado é uma entidade de bem”, afirmou Sérgio Costa, à agência Lusa, no final da sessão.
Dado que os trabalhos vão decorrer num bairro residencial, o autarca apelou ao empreiteiro para que conclua a intervenção “no mais curto espaço de tempo e não demore um ano”, de forma “a minimizar os constrangimentos à população”.