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"Presidente da Câmara de Viseu tem de resolver o problema nas próximas 24 horas"
Considerando tratar-se de uma “trapalhada gravíssima”, o vereador socialista da Câmara Municipal de Viseu adianta que “o presidente da câmara e o executivo estão encurralados neste processo” considerando que se impõe esse pedido de desculpas aos viseenses”. Mas não só, João Azevedo considera que o autarca “se deve reunir com urgência com a empresa para tentar encontrar uma solução, uma plataforma de entendimento”, sublinhando que “alguém está a mentir”. “A Câmara Municipal de Viseu lança um caderno de encargos e a empresa diz que não aceita. Num ajuste direto tem de haver uma plataforma de entendimento para que isso se concretize, no que foi autorizado pelas entidades competentes”, afirmou o vereador da oposição, adiantando que “nada do que está a acontecer bate certo”.
Sublinhando que o que está em causa “não são as votações, nem as decisões que se tomam”, João Azevedo avança que o que está “em causa é a vida das pessoas que “a partir do dia 1 de março não vão ter transportes públicos para se deslocarem, para as crianças irem para a escola, se a situação não for resolvida até lá”.
“Os vereadores do Partido Socialista fartaram-se de avisar durante anos, identificamos problemas com a Comissão Paritária, de falha de serviços, fomos alertando para o facto de haver problemas gravíssimos na mobilidade urbana no concelho de Viseu e toda a gente normalizou o problema”, lamentou, adiantando que “ninguém quis saber”.
Apontando o dedo ao presidente Fernando Ruas que acusa de “ter o processo parado em mãos desde maio de 2024”, o vereador reconhece que “um ajuste direto que demora 10 meses é inqualificável”.
Acusando o executivo de “falta de diálogo até internamente”, o vereador considera “inqualificável a forma como se prepara um processo no limite, numa situação gravíssima, que põe em causa a vida das pessoas, o seu dia a dia”, questionando igualmente a posição do vice-presidente que está desde a primeira hora neste processo”.
“Já não há desculpas e já não podem responsabilizar ninguém. É urgente uma reunião entre o executivo e a empresa para que se resolva o problema nas próximas 24 horas”, afirma, considerando que, “se isso não acontecer, irá acontecer uma rutura total entre a empresa e o município deixando os viseenses sem transportes ou então o presidente da câmara tem a capacidade de assumir a responsabilidade do processo ou então será o caos nos no transporte público em Viseu”.
Defendendo que é urgente chegar a acordo com a empresa, o que, considera, “já não ser um acordo bom pois não seria um contrato leonino para o município, mas sim a pensar nos interesses das pessoas”, João Azevedo adianta que, a seguir se deve preparar um processo desde o início para que nos próximos meses a situação fosse resolvida com as devidas autorizações das entidades competentes”.
E quando questionado sobre o risco do município se estar a colocar definitivamente nas mãos da empresa, o vereador responde: “O problema é que eles já se colocaram nas mãos da empresa há muitos meses e foram alertados para isso. O sr presidente da câmara de Viseu representa cansaço e incapacidade de resolver os problemas dos viseenses e da exigência dos viseenses”.