Centro distrital paga produtos para apoio à deficiência e incapacidade que esperavam financiamento desde 2023
Perante as queixas existentes face aos atrasos no financiamento dos chamados produtos de apoio aos cidadãos deficientes, o Centro Distrital de Viseu da Segurança Social encerrou o ano com o pagamento de todos os pedidos referentes a 2023 e até agosto de 2024.
Estamos a falar de equipamentos de apoio aos cidadãos deficientes como são os sistemas de estabilização do ocupante numa cadeira de rodas, de almofadas para se sentar e materiais de proteção para prevenir úlceras de pressão, colchões e coberturas de colchões para prevenir as mesmas úlceras de pressão, cadeira de rodas, sejam manuais ou elétricas, camas com ajuste motorizado à posição do corpo, guardas laterais e barras fixadas na cama para ajudar a levantar.
Perante os resultados desta medida aprovada pelo Governo, o Diário de Viseu questionou o diretor do Centro Distrital de Viseu, Joaquim Seixas, sobre o ponto da situação que se vive no distrito, que não escondeu a satisfação perante o facto de terem conseguido pagar todos os pedidos de 2023. “Foram 412, num total de 706.276 euros, e mais 263 pedidos rececionados já em 2024, num montante de 458.934 euros”, afirmou.
Uma situação que, como explica, “só foi possível com a aprovação por parte do Governo de uma medida que incluiu o levantamento de todas as necessidades a nível do país assim como o reforço da verba destinada em Orçamento de Estado para 2024”.
Um reforço que, segundo Joaquim Seixas, permitiu “não só o alargamento da efetiva aplicação do sistema de atribuição de produtos de apoio, mas também a disponibilização em tempo útil dos produtos”. Por isso, a sua satisfação de “o ano terminar muito bem face a uma questão que se arrastava há demasiado tempo, o que não faz sentido tendo em conta as necessidades das pessoas a quem se destinam estes produtos”.
“Mas o mais importante aqui é esta atenção com as pessoas que mais precisam, que dependem destes produtos. Fala-se muito em inclusão social, nomeadamente na questão das pessoas com deficiência ou incapacidade, mas sem estes produtos não se garante essa inclusão”, sublinhou Joaquim Seixas, reconhecendo que “nesse aspeto foi uma medida muito feliz tomada por este Governo”.